A escolha da fonte de Potássio é um fator decisivo para o desempenho do morangueiro, influenciando produtividade, tamanho dos frutos e qualidade comercial em sistemas intensivos de cultivo. Segundo Italo M. R. Guedes, engenheiro agrônomo, estudos recentes indicam que não apenas a dose, mas também a forma do nutriente aplicado pode alterar de maneira significativa os resultados da lavoura.
Avaliações conduzidas em cultivo protegido analisaram diferentes proporções entre sulfato e cloreto de potássio, mantendo constante a quantidade total de K2O fornecida às plantas. O trabalho foi baseado em dados do Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 154 da Embrapa Hortaliças, que analisou o comportamento agronômico do morangueiro sob seis combinações distintas dessas fontes. Entre elas, a relação com predominância de sulfato apresentou desempenho superior.
A proporção de 75 por cento de sulfato de potássio e 25 por cento de cloreto de potássio resultou na maior produtividade total e também na maior produção comercial, superando de forma expressiva tanto o tratamento controle quanto o uso exclusivo de cloreto. O desempenho observado foi atribuído, principalmente, ao fornecimento adicional de enxofre presente no sulfato, nutriente ao qual a cultura respondeu de maneira positiva.
Mesmo em solo com teor considerado adequado de enxofre, a adubação sulfatada favoreceu maior vigor das plantas, aumento no número de frutos e incremento da produtividade. Já a proporção comumente adotada por produtores, com divisão igual entre as duas fontes, não apresentou bom resultado nas condições avaliadas, possivelmente devido à sensibilidade do equilíbrio iônico em solos de fertilidade construída e ao efeito negativo do excesso relativo de cloreto.
Os resultados indicam que a adoção de fontes potássicas com maior participação de sulfato pode representar um ajuste simples e de alto impacto no manejo nutricional do morangueiro, ao mesmo tempo em que reforçam a necessidade de novos estudos para definição do nível crítico de enxofre em solos do Cerrado.
Fonte: Agrolink



Deixe um comentário